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quinta-feira, setembro 10

A propósito do debate Passos Coelho com António Costa

 por  Santana Castilho

Quanto importa a Educação

Vi ontem o debate entre António Costa e Pedro Passos Coelho. Nem uma, uma só, palavra sobre Educação. Quem perguntou, nada perguntou sobre Educação.

Vi os programas que se seguiram, com intervenientes de diversos quadrantes, analisando o debate. Nenhum, nem um, um só, referiu ter achado estranho que nenhuma pergunta ou alguma intervenção
abordassem a Educação.

Diz-se que John Lennon disse um dia:

"Quando eu tinha 5 anos, a minha mãe dizia-me sempre que a felicidade era a chave da vida. Quando fui para a escola, perguntaram-me o que queria ser quando fosse grande. Escrevi  "feliz". Então eles disseram-me que eu não tinha entendido o exercício, e eu disse-lhes que eles não entendiam a vida."

sexta-feira, janeiro 23

Concurso de Professores - Finalmente!

O concurso interno extraordinário, destinado a professores dos quadros e previsto desde o ano passado, arranca já no próximo mês. Os resultados serão conhecidos no final de Junho, com efeitos a partir de 1 de Setembro, segundo explica ao Económico o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, que reuniu hoje de manhã com a tutela. Recorde-se que este concurso interno, que permite a mobilidade entre escolas, é realizado de quatro em quatro anos. O próximo estava previsto apenas para 2017.
via Económico

Finalmente!!


segunda-feira, junho 24

Luz verde?!

"O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou hoje que as negociações com o Ministério da Educação sobre questões como a mobilidade especial e o alargamento do horário semanal produziram "alguns avanços significativos"."
 via Notícias ao Minuto

Será que há luz verde amanhã?!...
Na minha escola ainda não se realizou nem uma só reunião. Mas já há sinais de cansaço.

sexta-feira, junho 21

Docente em Greve de Fome

Há uma professora da Escola EB 2+3 de Moura em greve de fome desde 3ªfeira à noite. Susana Valente tem 41 anos é professora de Português e Inglês e decidiu avançar com este protesto para dar visibilidade à luta dos professores que, na sua opinião, vivem neste momento uma situação de desespero devido às politicas seguidas pelo ministério tutelado por Nuno Crato.Ainda segundo Susana Valente os professores têm sido “desautorizados” e “enxovalhados”, por isso, apela à luta e à união dos seus colegas de profissão.


Mulher de coragem.

quarta-feira, junho 19

Greve - Resistir

A greve às reuniões de avaliação continua. É uma greve silenciosa. Na minha escola ainda não se realizou uma única reunião de avaliação. São marcadas e remarcadas mas a orgamização entre os professores tem funcionado. Há 20 anos que dou aulas e é a primeira vez que sinto os professores mais unidos. Não deixo de me interrogar por quanto mais tempo esta união vai durar... Por quanto mais tempo esta situação se vai arrastar... 
Se, por um lado, não podemos baixar a guarda correndo o risco de deitar a perder tudo o que se fez até agora, será que os professores vão continuar a resistir? Para além da greve de dia 17, a greve às reuniões de avaliação continua e no dia 27 está marcada outra greve.O aspeto financeiro pode desmobilizar muita gente.
Como se sentem daí desse lado?

terça-feira, junho 18

segunda-feira, junho 17

Estudantes usam composição para criticar exame

"Foi um gesto de simpatia de quem fez o exame, deixar-nos escrever livremente o que pensamos sobre o Governo, a falta de uma política de educação e sobre Portugal", disse Bruna Cunha, aluna da Escola Alberto Sampaio, em Braga, que, esta manhã de segunda-feira, realizou o exame de Português.
O tema da composição era "O papel dos jovens enquanto agentes de transformação da sociedade". Bruna e os poucos alunos que realizaram o exame na escola bracarense, escreveram sobre a situação atual em Portugal.
E não pouparam críticas ao Ministério da Educação: "Como é que nós podemos ser agentes de mudança numa altura em que está tudo em conflito, em profunda desigualdade em que, eu, por exemplo, porque me chamo Bruna e o meu nome começa com a letra "B" fiz exame e as restantes letras do alfabeto não fizeram", questionou a jovem.
Fernando Pessoa foi o autor com mais destaque num exame que Bruna Cunha reconheceu ser fácil. "Ou fazíamos todos os exame ou não fazia ninguém", reafirmou a estudante."


Os alunos surpreendem. E parabéns a esta Bruna pelo discernimento do seu pensamento.

Greve

Hoje estou de greve.
De manhã fui à escola tal como se tinha combinado. Infelizmente realizaram-se os exames. Eram apenas três salas e conseguiram arranjar professores suficientes para assegurar o funcionamento das três salas. Foi pena.
Os que fizeram greve reuniram-se e já está assegurado que nos próximos três dias não se irá realizar nenhuma reunião de avaliação. O protesto continua.

sexta-feira, junho 14

Diretores substituem Grevistas

ÚLTIMA HORA: 
O Governo põe diretores de escolas a substituir docentes em greve! 
Graças ao Memorando de Entendimento recentemente assinado por Nuno Crato aquando da sua visita à China, será adotado o Modelo Chinês, ilustrado na foto.



(via FaceProf-Professores no Facebook)

Alterar a Lei da Greve

O Crato quer alterar a lei da Greve porque não concorda com esta situação. A seguir, muda-se a lei para impedir a greve dos transportes. A seguir impede-se a greve dos médicos. E a seguir? A seguir, impede-se o direito à greve.
Democracia à portuguesa??!!

(Notícia do Jornal de NegóciosGreve dos professores: Governo prepara-se para alterar legislação dos serviços mínimos)

Número de Alunos por Turma - vai aumentar?!?!

Depois de ler a notícia (via Negócios) do compromisso do Governo em aumentar o número de alunos por turma, revisitei alguns cartoons que perspetivam o nosso futuro.






quinta-feira, junho 13

Governo compromete-se a aumentar o número de alunos por turma

"O Governo comprometeu-se, durante a sétima avaliação do programa de ajustamento, a aumentar o número de alunos por turma das escolas portuguesas. A indicação vem referida a título de exemplo, num parágrafo que alude ao esforço de racionalização no sector da educação.
(...)
A recomendação do FMI ao Governo não especifica qual é o nível que servirá de referência para o número de alunos por turma. Contudo, Paulo Guinote observou que, no ensino primário da OCDE (link em inglês), esse indicador se situa nos 21 alunos por turma."

Compromete-se a aumentar!?!
E eu a pensar que o compromisso seria para diminuir o número de alunos...

Horas de Trabalho dos Professores - tanta falácia Junta!...

"Texto do Amigo Mestre Professor Antonino Silva que devia ser lido por todos os responsáveis do desGoverno e do Ministério da Educação, não só os actuais mas os que vão alternando:

"Nesta disputa de opinião, há muita trave que nos cega
1. As 40 horas não existem no privado. Um quadro médio ou superior (caso dos professores) trabalha 35 horas. 40 horas são para os técnicos operacionais.

2. Um professor que dá 22 horas de aula, ao passar a ter as 40 horas de permanência obrigatória na escola terá de ter, concomitantemente, um espaço para o seu trabalho não letivo .Ou queremos que lecione as 40 horas? Também se arranja!
3. O ministério terá de, por legislação adequada, informar quanto tempo de preparação pressupõe cada hora de aula; quanto tempo máximo poderá demorar uma reunião (não as 8 horas que algumas levam); quanto tempo deve contabilizar a correção de um teste, etc. A partir daí, vai ser uma coisa fantástica. vamos ver os professores a encerrarem 'a sua cadeira' (o dito gabinete) da sala de professores cumpridas as 8 horas do dia e as 40 semanais e os nossos filhos à espera dos resultados dos testes que tardam porque as sua correção estaria para lá do horário semanal.
Todos sabem que os professores trabalham mais que as 40 horas? Parece que nem todos.
Os professores marcam o ponto cada 45 ou 90 minutos. Marcam os livros de atendimento, de reunião de apoio, de ateliês, etc.
Um professor com 7 turmas de 30 alunos terá ao todo 210. Se fizer 2 testes no período terá 420 para corrigir. Em média cada teste demora 30 minutos a corrigir, o que dará 210 horas. Se o período tem 12 semanas (como é o 1º) teremos 17.5 horas por semana para corrigir testes. Some as 22 horas de aula e terá 39.5 horas. Na meia hora que resta pretende-se que faça direção de turmas, que coordene, que prepare as aulas, que vá às reuniões, que dê apoio, que prepare os testes, que... ???!!!
Mesquinho é o povo que quando vê o vizinho com manteiga no pão fica feliz se tirarem manteiga ao vizinho e não se lembra de a exigir para si."
(via Persuação - a força dos argumentos)

quarta-feira, junho 12

Será?!





 Será que hoje se realizou alguma reunião de avaliação em Portugal?

Serviços Máximos

Parece que é uma pequena vendetta. Se não podem ter serviços mínimos impingem serviços máximos.
O que estes senhores mereciam era que no dia 17 de Junho a adesão à greve fosse de 100%.

Governo Requisita Alunos Queixinhas para Vigiar Exames

Governo mantém data de exames e vai requisitar alunos queixinhas para vigiarem provas
Os professores não querem aparecer nos dias dos exames e o Governo já veio dizer que não há problema. «A gente cá se arranja», afirmou o primeiro-ministro, esta terça-feira, à saída de mais uma sessão de apresentação da sua candidatura às próximas legislativas.

Segundo o Imprensa Falsa conseguiu apurar, o Ministério da Educação já sabe como substituir os professores. A ideia é requisitar alunos queixinhas para vigiarem as provas.

«Se virem alguém a copiar ou a usar cábulas, só têm de dizer “ai, ai, vou chamar o Nuno Crato”», pode ler-se num manual que foi esta terça-feira distribuído pelos queixinhas e a que o Imprensa Falsa teve acesso porque eles vieram todos fazer queixinhas.

terça-feira, junho 11

Greve Professores - Não Há Serviços Mínimos


"O colégio arbitral nomeado para decidir sobre a determinação de serviços mínimos na greve dos professores do dia 17 comunicou hoje à Federação Nacional de Educação ter decidido pela negativa, disse ao Expresso o secretário-geral da FNE.
O colégio arbitral entende que, apesar dos transtornos que esta greve provoca, estes não são irreparáveis. E propõe que os exames sejam agendados para dia 20 de junho, segundo João Dias da Silva.
"Esta decisão vem ao encontro dos direitos dos trabalhadores e do direito à greve", acrescentou o líder sindicalista.
Para o dia 17, estavam marcados para as 9h30 os exames de Português, nos quais estavam inscritos 75 mil alunos, para a tarde os de Latim, com muito menos inscritos."