"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!”
Pablo Neruda
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terça-feira, dezembro 1
sábado, outubro 17
Construir um Castelo
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
Afinal parece que o autor não é Fernando Pessoa, mas sim um tal de Nemo Nox bloguista brasileiro ou até mesmo de Augusto Cury. Não é consensual. Descobri que há uma grande discussão em blogs e fóruns acerca da autoria deste poema.
quarta-feira, maio 27
Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM)
"Ó Fernanda, dado que já estou cansado do ar teatral a que ele equivaleem todo o horário de cada canal, no noticiário, no telejornal,
ligando-se ao povo, do qual ele se afasta, gastando de novo a fala já gasta
e a pôr agastado quem muito se agasta por ser enganado.
Ó Fernanda, dado que é tempo de basta, que já estou cansado
do excesso de carga, do excesso de banda, da banda que é larga,
da gente que é branda, da frase que é ópio, do estilo que é próprio para a propaganda,
da falta de estudo, do tudo que é zero, dos logros a esmo e do exagero que o nega a si mesmo,
do acto que é baço, do sério que é escasso,
mantendo a mentira, mantendo a vaidade,
negando a verdade, que sempre enjoou,
nas pedras que atira, mas sem que refira o caos que criou.
Ó Fernanda, dado que já estou cansado, que falta paciência,
por ter suportado em exagerado o que é aparência.
Ó Fernanda, dado que já estou cansado, ao fim e ao cabo,
das farsas que ele faz, a querer que o diabo me leve o que ele traz,
ele que é um amigo de Sao Satanás, entenda o que eu digo:
Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio, ó Fernanda, prive-o de ser contestado!
Retire-o do Estado! Torne-o bem privado!
Ó Fernanda, leve-o! Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!"
por Euleriano Ponati, poeta não titular
quarta-feira, abril 15
What Teachers Make
Em tempos de crise e de dúvidas na escolha profissional este vídeo é uma dose de vitaminas.
via Profs Lusos
domingo, maio 4
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade in «Os Amantes Sem Dinheiro»
eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade in «Os Amantes Sem Dinheiro»
sexta-feira, março 21
Tempestade
Quando chegas
És brisa leve
Soprando devagar
No meu ouvido.
Remoinho de vento
Que me percorre
Que me abraça e enlaça.
Quando me tomas o corpo
És tornado,
Furacão.
Rodopio nos teus braços
Elevas-me no espaço
Fico presa no teu centro
Arrasas-me os sentidos
Anulas-me a vontade.
E vento me torno também
E sou também tempestade.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva
deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros.
Fotografia de Kamran Efendiev
domingo, dezembro 9
Encontro
Hoje que se celebra o nascimento e a morte de Florbela Espanca, a diva da poesia erótica relembro a Encandescente:
"Encontro no teu corpo
O desejo que sacia o meu
Encontro nas tuas mãos
Os gestos que desenhei em mim
Encontro na tua boca
As palavras que tanto procurava.
Encontro em ti
A tempestade que ruge
Também em mim
E a paz que só tu tens
Quando descanso no teu corpo,
Quando me encontro em ti."
Fotografia de Dennis Sm
quinta-feira, agosto 9
Como odeio banalidades!
Eis um excerto do genial poema Como odeio Banaidades:
"E como eu odeio sacanas!
Aqueles de falas mansas e que parecem uns santos,
E dão a roupa toda e ficam em pêlo,
Pelos outros.
E em casa vão ao pêlo às mulheres
E deixam-nas:
Negras de pancada,
Negras de dor,
Negras de pavor.
Ah …Se eu pudesse dava um tiro nos cornos desses sacanas!
E a outros:
Aos abusadores, aos ladrões de inocências,aos que roubam infâncias e semeiam pesadelos.
A esses, castrava-os!
Aos do passado, aos do presente, aos do futuro.
Já que a justiça não castra senão a esperança de justiça!
…
Eu, que sou mais banal e vulgar, que a mais banal das mulheres.
Eu, que por fora ninguém distingue, ou olha duas vezes ao passar.
Odeio banalidades!"
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva
deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros.
"E como eu odeio sacanas!
Aqueles de falas mansas e que parecem uns santos,
E dão a roupa toda e ficam em pêlo,
Pelos outros.
E em casa vão ao pêlo às mulheres
E deixam-nas:
Negras de pancada,
Negras de dor,
Negras de pavor.
Ah …Se eu pudesse dava um tiro nos cornos desses sacanas!
E a outros:
Aos abusadores, aos ladrões de inocências,aos que roubam infâncias e semeiam pesadelos.
A esses, castrava-os!
Aos do passado, aos do presente, aos do futuro.
Já que a justiça não castra senão a esperança de justiça!
…
Eu, que sou mais banal e vulgar, que a mais banal das mulheres.
Eu, que por fora ninguém distingue, ou olha duas vezes ao passar.
Odeio banalidades!"
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva
deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros.
quinta-feira, julho 12
O Beijo
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escracéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escracéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill (1924-1986)
Poesias Completas
sexta-feira, abril 27
Ausência

Que gostas em mim?
Das tuas pernas
Trazem-te até mim.
Das tuas mãos
Guardam os meus sonhos.
Que não gostas em mim?
Da tua ausência.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva
Das tuas pernas
Trazem-te até mim.
Das tuas mãos
Guardam os meus sonhos.
Que não gostas em mim?
Da tua ausência.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva
deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros.
quarta-feira, fevereiro 14
Mais Ninguém
-Diz o meu nome como só tu sabes.
Di-lo como fazes sempre, como se amasses cada letra.
Nunca ninguém disse o meu nome como tu.
Ela disse.
-Toca-me como só tu sabes. Faz do meu o teu corpo.
Nunca ninguém amou o meu corpo como tu.
Ela tocou.
-Agora, vem. Deita-te em mim. Deixa-me entrar em ti como só eu sei.
Dar-te o que só eu sei.
Nunca ninguém tocou a tua alma no teu corpo como eu.
Ela recebeu-o.
E foi alma e corpo.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros
Di-lo como fazes sempre, como se amasses cada letra.
Nunca ninguém disse o meu nome como tu.
Ela disse.
-Toca-me como só tu sabes. Faz do meu o teu corpo.
Nunca ninguém amou o meu corpo como tu.
Ela tocou.
-Agora, vem. Deita-te em mim. Deixa-me entrar em ti como só eu sei.
Dar-te o que só eu sei.
Nunca ninguém tocou a tua alma no teu corpo como eu.
Ela recebeu-o.
E foi alma e corpo.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros
quarta-feira, janeiro 31
Sem luz
A escuridão iluminou as memórias.
Como se o mesmo botão que apagava a luz acendesse o pensamento.
A noite era uma caminho que percorria enfrentando-se.
Noite após noite.
Repetidamente.
Deitada, fixava um ponto exterior a si.
Um não olhar dentro.
Todas as recordações tinham agora um sabor amargo.
O sabor a passado.
O sabor a nunca mais.
Tocou a solidão física no corpo.
E o toque foi doloroso porque lembrava outras mãos.
Quando o toque não era solidão e aplacava a dor porque partilhado.
Acendeu a luz. Olhou à volta.
Olhou o corpo.
Só.
A luz acesa.
As lembranças não se apagaram.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-três-livros & Fotografia de Lasse
sexta-feira, novembro 3
Palavras Mutantes - 3.º livro da Encandescente
Eis que a Encandescente nos oferece mais uma pérola: "Palavras Mutantes". É o seu 3.º livro publicado apenas no espaço de um ano. É obra!!
O primeiro era vermelho, o segundo verde e agora chega o azul. Será que os próximos quatro livros vão completar as cores do arco-íris?!
Para comprar o livro: FNAC, mail da editora ou mail da Encandescente .
Preço: 7,90€
terça-feira, outubro 17
Puzzle
Recordo-te em pedaços.
Dividi o teu corpo em partes
Cortei-o
Baralhei-o.
Sozinha
Reconstruo-o como um puzzle,
Peça a peça.
Para encher as horas
Vazias de ti
Sem ti.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-dois-livros & Fotografia de Darwin Wiggett
domingo, setembro 10
A certeza. O Medo
Os gestos tornavam-se mais lentos.
Gestos de medo. Corpo rígido de medo.
Tornava-se só ouvidos, tentando ouvir e decifrar nos passos dele como seria
naquele dia.
A vontade de fugir. O medo de fugir.
A impossibilidade da fuga.
Baixou os olhos quando ele entrou.
Tentou tornar-se invisível.
O medo de esboçar um gesto que invocasse a ira.
O medo de dizer alguma palavra que provocasse a pancada, a agressão.
O medo.
Medo de ficar calada.
Medo de falar.
Ele sentou-se silenciosamente. Não perguntou pelas crianças.
O olhar duro e mau fixo nela.
Ela soube.
Medo de ficar calada.
Medo de falar.
Preparou-se para o golpe que viria a qualquer momento.
A certeza do golpe.
A incerteza do quando.
A vontade de fugir.
A impossibilidade de fugir.
A espera.
O medo.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-dois-livros & Fotografia de Zanzib
terça-feira, agosto 15
Ninho
Sei sempre quando chegas
Sinto a tua presença no ar
Preparo-me
Chegas e enlaço-te
Prendo-te numa teia
Envolvo-te em fios de prazer
Construo um ninho
Onde te escondo
Te desperto
E me alimento.
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-dois-livros & fotografia de
Pooriya.
segunda-feira, julho 10
Regresso Desejado
A Encandescente, poetisa-mor da Blogosfera, fez um intervalo, uma pausa de reflexão e 5 semanas depois decidiu honrar-nos com o seu sebastiânico regresso.
Erotismo na Cidade - Cantos De Um Amor Reinventado reabriu as portas.
segunda-feira, junho 19
Vamos ter Saudades
A nossa querida poetisa Encandescente apagou um dos seus blogs e o outro só tem publicidade aos seus livros. Resta-nos usufruir o seu legado e esperar que um dia ele queira regressar à escrita.
segunda-feira, junho 5
Posso brincar contigo?
Para quê essa roupa
Que me impede de ver a tua pele?
Deita-te assim nu
Deixa-me olhar-te
Decorar-te para seres sonho
Quando já não fores real.
Gosto de começar a brincar com os teus pés
Subir por ti em carícias lentas
Cobrir-te de saliva e suor.
Deixa que me demore no teu sexo
Que o desperte
Que o molde com as minhas mãos
E depois que o beije
Que brinque com ele
Enquanto me olhas
Enquanto nos vês,
Enquanto murmuras:
"Não pares meu amor"
Deixa-me suspirar, derramar
Espojar no teu corpo.
Descobrir a que sabe o teu peito
Lamber,
Morder um a um os dedos das tuas mãos.
E por fim na tua boca dizer:
"Vem comigo meu amor"
Brincar contigo...
Posso?
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-publicou-dois-livros & fotografia de Gavin O'Neill
segunda-feira, maio 1
Erotismo na Cidade
Faltas-me
Como os euros na carteira
Como a água na torneira
Em dia de corte geral.
Apeteces-me
Como me apetece um gelado
Como me apetece uma seven-Up
Ou um bom arroz de marisco.
Sei-te
De cor e salteado
De trás, de frente e dos lados
Sei-te de todas as maneiras.
Gosto-te
Porque sim
Porque me apeteces
Porque me sabes como ninguém
Porque sei o que me faz bem.
Gosto-te prontos.
E mai nada!!
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-vai-publicar-o-segundo-livro!!
Da autoria da Encandescente-minha-talentosa-amiga-correspondente-exclusiva deste Blog-e-cada-vez-mais-famosa-e-que-já-vai-publicar-o-segundo-livro!!
Aplaudo de pé!
O livro estará disponível nas livrarias a partir da próxima semana, podendo já ser adquirido através do mail da editora.
O livro estará disponível nas livrarias a partir da próxima semana, podendo já ser adquirido através do mail da editora.
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